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Aureliano Biancarelli – Folha de São Paulo

São Paulo ganha novos serviços de acupuntura

Espera ainda é de seis meses São Paulo ganha novos serviços de acupuntura AURELIANO BIANCARELLI da Reportagem Local São Paulo ganha neste ano dois novos serviços de acupuntura abertos à população. Um deles está sendo montado pela Associação Médica Brasileira de Acupuntura (Amba). O outro será instalado no Hospital do Servidor Público Estadual.

Em junho passado, o Hospital do Servidor Público Municipal ampliou seus ambulatórios de acupuntura e já está atendendo 3.500 pacientes por mês. Nos últimos dez anos, os seguidores dessa prática que usa agulhas para curar doenças aumentaram em pelo menos 50 vezes.
O crescimento foi responsável pela realização, em São Paulo, do 1º Congresso Internacional da Associação Médica Mundial de Acupuntura. O encontro, que terminou ontem, foi sediado pela Universidade Federal de São Paulo.

O pronto-atendimento em acupuntura criado em outubro do ano passado no Hospital São Paulo seria o primeiro do gênero no Ocidente, segundo Ysao Yamamura, chefe do Setor de Medicina Chinesa da Unifesp.
Em 18 meses, o serviço atendeu 7.563 pessoas e os casos mais comuns foram de lombalgia, fibromialgia, tendinite e cefaléia. Segundo os dados apresentados no congresso, 62,7% dos pacientes apresentaram uma melhora de 50%, enquanto 24% disseram estar curados.

A procura pelas agulhas deve aumentar ainda mais nos próximos anos, prevê Ruy Tanigawa, presidente da Amba. É que em outubro será realizada a primeira prova de especialidade para médicos que desejam o título de acupunturista. Uma vez aceita como especialidade, a acupuntura passará a ser coberta pelos planos de saúde, o que até agora só acontece com poucas empresas. Segundo Tanigawa, há cerca de 6.000 médicos filiados à Amba e à Sociedade Médica Brasileira de Acupuntura. A maioria deles trabalha em clínicas privadas.

Nos serviços abertos à população, a fila de espera é de meses. “Mesmo aumentando em quatro vezes nosso atendimento, a fila de espera ainda é de seis meses”, diz Norvan Martino Leite, responsável pelo Serviço de Medicina Tradicional Chinesa do Hospital do Servidor Municipal. O serviço, que já existe há dez anos, inovou em junho passado ao inaugurar um espaço para meditação dentro do hospital.

O crescimento da acupuntura não deixa transparecer uma disputa acupunturistas médicos e não-médicos. Pelo Conselho Federal de Medicina, a terapia das agulhas é exclusividade médica. Os não-médicos, que vão de dentistas a fisioterapeutas e técnicos em acupuntura, estão pressionando para aprovar no Congresso uma lei que também dê a eles o direito de exercer a profissão. Serviços: Amba, tel. 11 884-6499; Hospital do Servidor Público Municipal, tel. 11 278-2211, setor de acupuntura.

setembro 8, 1999
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Acupuntura

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São Paulo ganha novos serviços de acupuntura

Espera ainda é de seis meses São Paulo ganha novos serviços de acupuntura AURELIANO BIANCARELLI da Reportagem Local São Paulo ganha neste ano dois novos serviços de acupuntura abertos à população. Um deles está sendo montado pela Associação Médica Brasileira de Acupuntura (Amba). O outro será instalado no Hospital do Servidor Público Estadual.

Em junho passado, o Hospital do Servidor Público Municipal ampliou seus ambulatórios de acupuntura e já está atendendo 3.500 pacientes por mês. Nos últimos dez anos, os seguidores dessa prática que usa agulhas para curar doenças aumentaram em pelo menos 50 vezes.
O crescimento foi responsável pela realização, em São Paulo, do 1º Congresso Internacional da Associação Médica Mundial de Acupuntura. O encontro, que terminou ontem, foi sediado pela Universidade Federal de São Paulo.

O pronto-atendimento em acupuntura criado em outubro do ano passado no Hospital São Paulo seria o primeiro do gênero no Ocidente, segundo Ysao Yamamura, chefe do Setor de Medicina Chinesa da Unifesp.
Em 18 meses, o serviço atendeu 7.563 pessoas e os casos mais comuns foram de lombalgia, fibromialgia, tendinite e cefaléia. Segundo os dados apresentados no congresso, 62,7% dos pacientes apresentaram uma melhora de 50%, enquanto 24% disseram estar curados.

A procura pelas agulhas deve aumentar ainda mais nos próximos anos, prevê Ruy Tanigawa, presidente da Amba. É que em outubro será realizada a primeira prova de especialidade para médicos que desejam o título de acupunturista. Uma vez aceita como especialidade, a acupuntura passará a ser coberta pelos planos de saúde, o que até agora só acontece com poucas empresas. Segundo Tanigawa, há cerca de 6.000 médicos filiados à Amba e à Sociedade Médica Brasileira de Acupuntura. A maioria deles trabalha em clínicas privadas.

Nos serviços abertos à população, a fila de espera é de meses. “Mesmo aumentando em quatro vezes nosso atendimento, a fila de espera ainda é de seis meses”, diz Norvan Martino Leite, responsável pelo Serviço de Medicina Tradicional Chinesa do Hospital do Servidor Municipal. O serviço, que já existe há dez anos, inovou em junho passado ao inaugurar um espaço para meditação dentro do hospital.

O crescimento da acupuntura não deixa transparecer uma disputa acupunturistas médicos e não-médicos. Pelo Conselho Federal de Medicina, a terapia das agulhas é exclusividade médica. Os não-médicos, que vão de dentistas a fisioterapeutas e técnicos em acupuntura, estão pressionando para aprovar no Congresso uma lei que também dê a eles o direito de exercer a profissão. Serviços: Amba, tel. 11 884-6499; Hospital do Servidor Público Municipal, tel. 11 278-2211, setor de acupuntura.