Certa vez, um homem pensou consigo mesmo que, se pudesse reunir todo o bom senso do mundo e guardá-lo apenas para si, seria inevitável que obtivesse muito dinheiro e muito poder, pois todos haveriam de ir procurá-lo com suas preocupações e ele cobraria caro para oferecer conselhos.
E assim o homem começou a recolher todo o bom senso que conseguia encontrar, guardando-o numa enorme cabaça. Até que, depois de muito procurar, não conseguiu achar bom senso algum. Decidiu então esconder a sua cabaça no topo da árvore mais alta para que ninguém pudesse alcançá-la.
O homem amarrou uma corda em torno do gargalo da cabaça, prendeu as duas pontas da corda uma à outra e pendurou a corda em seu próprio pescoço, de tal modo que a cabaça ficasse rente à sua barriga. E se pôs a subir na árvore. No entanto, não conseguia subir direito nem muito depressa, pois a cabaça ficava atrapalhando. Estava se esforçando feito um louco para subir quando, de repente, ouviu uma gargalhada atrás de si. Ao olhar para trás, viu um garotinho em pé sobre a raiz da árvore.
– Que bom tolo! Se quer subir na árvore de frente, por que não põe a cabaça atrás de si?
O homem ficou tão furioso ao ouvir tanto bom senso saindo da boca de um garotinho tão pequeno (ainda mais depois de haver coletado todo o bom senso do mundo), que jogou a cabaça para baixo, espatifando-a em mil pedaços. O vento então começou a soprar e cuidou de espalhar o bom senso pelo mundo inteiro. Todos ficaram com um pouquinho de bom senso, mas ninguém ficou com tudo. Isso por causa do homem.

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Certa vez, um homem pensou consigo mesmo que, se pudesse reunir todo o bom senso do mundo e guardá-lo apenas para si, seria inevitável que obtivesse muito dinheiro e muito poder, pois todos haveriam de ir procurá-lo com suas preocupações e ele cobraria caro para oferecer conselhos.
E assim o homem começou a recolher todo o bom senso que conseguia encontrar, guardando-o numa enorme cabaça. Até que, depois de muito procurar, não conseguiu achar bom senso algum. Decidiu então esconder a sua cabaça no topo da árvore mais alta para que ninguém pudesse alcançá-la.
O homem amarrou uma corda em torno do gargalo da cabaça, prendeu as duas pontas da corda uma à outra e pendurou a corda em seu próprio pescoço, de tal modo que a cabaça ficasse rente à sua barriga. E se pôs a subir na árvore. No entanto, não conseguia subir direito nem muito depressa, pois a cabaça ficava atrapalhando. Estava se esforçando feito um louco para subir quando, de repente, ouviu uma gargalhada atrás de si. Ao olhar para trás, viu um garotinho em pé sobre a raiz da árvore.
– Que bom tolo! Se quer subir na árvore de frente, por que não põe a cabaça atrás de si?
O homem ficou tão furioso ao ouvir tanto bom senso saindo da boca de um garotinho tão pequeno (ainda mais depois de haver coletado todo o bom senso do mundo), que jogou a cabaça para baixo, espatifando-a em mil pedaços. O vento então começou a soprar e cuidou de espalhar o bom senso pelo mundo inteiro. Todos ficaram com um pouquinho de bom senso, mas ninguém ficou com tudo. Isso por causa do homem.