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A multiplicação impossível

Um cidadão entrou num restaurante e pediu ovos cozidos. O velhaco dono apresentou-lhe uma conta de cinco moedas de prata. O cidadão protestou que aquela conta era um absurdo.
“Se eu tivesse guardado esses ovos para as galinhas chocarem, teriam se transformado em frangos”, disse o dono do restaurante. “E sua prole, e a prole de sua prole, e a prole da prole de sua prole teriam produzido milhões de ovos, valendo muito mais que cinco moedas. Os ovos lhe saíram baratos.”
O Mestre era o juiz local, e foi a quem o cidadão apresentou a queixa. O dono do restaurante teve de ir também, para que pudesse se defender. Nessa época, o Mestre resolvia os casos em casa, pois dizia que, “na vida, a justiça sempre aparece.”.
Assim que ouviu ambos os argumentos, o Mestre cozinhou um punhado de milho. Então, deixou que esfriasse um pouco e, colherada por colherada, plantou-o no seu jardim.
“Que raio de coisa você está fazendo?”, ambos perguntaram.
“Plantando milho, que dessa maneira se multiplicará.”, disse o Mestre.
“Desde quando alguma coisa que foi cozida poderia multiplicar-se dessa forma?”, bradou o dono do restaurante.
“Esta é a sentença desse tribunal!”, disse o Mestre.
“A vocês dois, um bom dia.”

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Rua Artur Frazão, 66 - Jardins - São Paulo/SP

Um cidadão entrou num restaurante e pediu ovos cozidos. O velhaco dono apresentou-lhe uma conta de cinco moedas de prata. O cidadão protestou que aquela conta era um absurdo.
“Se eu tivesse guardado esses ovos para as galinhas chocarem, teriam se transformado em frangos”, disse o dono do restaurante. “E sua prole, e a prole de sua prole, e a prole da prole de sua prole teriam produzido milhões de ovos, valendo muito mais que cinco moedas. Os ovos lhe saíram baratos.”
O Mestre era o juiz local, e foi a quem o cidadão apresentou a queixa. O dono do restaurante teve de ir também, para que pudesse se defender. Nessa época, o Mestre resolvia os casos em casa, pois dizia que, “na vida, a justiça sempre aparece.”.
Assim que ouviu ambos os argumentos, o Mestre cozinhou um punhado de milho. Então, deixou que esfriasse um pouco e, colherada por colherada, plantou-o no seu jardim.
“Que raio de coisa você está fazendo?”, ambos perguntaram.
“Plantando milho, que dessa maneira se multiplicará.”, disse o Mestre.
“Desde quando alguma coisa que foi cozida poderia multiplicar-se dessa forma?”, bradou o dono do restaurante.
“Esta é a sentença desse tribunal!”, disse o Mestre.
“A vocês dois, um bom dia.”