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A visita

O Mestre vivia em retiro numa caverna da montanha. Gerações após gerações de iogues eremitas haviam acabado por dotar essa caverna com uma porta, um altar de pedra, uma lareira e outras amenidades da vida civilizada. Mas nem por isso deixara de ser uma caverna austera na encosta da montanha, e era lá que o Mestre praticava meditação em solidão.

Certo dia, no final de um longo período de solidão absoluta, o Mestre recebeu notícia de que seus padroeiros iriam chegar no dia seguinte para trazer-lhe suprimentos, fazer oferendas e receber as suas bênçãos. O Mestre, portanto, limpou tudo, colocou as coisas no lugar e se preparou para a visita. Arranjou lindas oferendas em seu altar, tirou o pó e poliu todas as peças que haviam sido tão relegadas nos últimos meses. Quando terminou, deu um, passo atrás e observou o seu reino.

– Ah-yii! – exclamou ele de repente, com a voz aflita, ao observar a obra de suas mãos.

E enfiando a mão num canto escuro da caverna, pegou dois punhados de terra e lançou-os sobre o altar.

“Que venham e me visitem agora”, pensou ele consigo mesmo, satisfeito.

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O Mestre vivia em retiro numa caverna da montanha. Gerações após gerações de iogues eremitas haviam acabado por dotar essa caverna com uma porta, um altar de pedra, uma lareira e outras amenidades da vida civilizada. Mas nem por isso deixara de ser uma caverna austera na encosta da montanha, e era lá que o Mestre praticava meditação em solidão.

Certo dia, no final de um longo período de solidão absoluta, o Mestre recebeu notícia de que seus padroeiros iriam chegar no dia seguinte para trazer-lhe suprimentos, fazer oferendas e receber as suas bênçãos. O Mestre, portanto, limpou tudo, colocou as coisas no lugar e se preparou para a visita. Arranjou lindas oferendas em seu altar, tirou o pó e poliu todas as peças que haviam sido tão relegadas nos últimos meses. Quando terminou, deu um, passo atrás e observou o seu reino.

– Ah-yii! – exclamou ele de repente, com a voz aflita, ao observar a obra de suas mãos.

E enfiando a mão num canto escuro da caverna, pegou dois punhados de terra e lançou-os sobre o altar.

“Que venham e me visitem agora”, pensou ele consigo mesmo, satisfeito.