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Como o mestre criou a verdade

– As leis não fazem com que as pessoas fiquem melhores – disse o Mestre ao rei. Elas precisam, antes, praticar certas coisas de maneira a entrar em sintonia com a verdade interior, que se assemelha apenas levemente à verdade aparente.
O rei, no entanto, decidiu que ele poderia, sim, fazer com que as pessoas observassem a verdade.
O acesso à sua cidade dava-se por meio de uma ponte. Sobre ela, o rei ordenou que fosse construída uma forca.
Quando os portões foram abertos, na alvorada do dia seguinte, o chefe da guarda estava a postos diante de um pelotão para testar todos os que por ali passassem. Um edital fora imediatamente publicado: “Todos serão interrogados. Aquele que falar a verdade terá seu ingresso na cidade permitido. Caso minta, será enforcado.”
O Mestre, na ponte, entre alguns populares, deu um passo à frente e começou a cruzá-la.
– Onde o senhor pensa que vai? – perguntou o chefe da guarda.
– Estou a caminho da forca – respondeu o Mestre, calmamente.
– Não acredito no que está dizendo!
-Muito bem, se eu estiver mentindo, pode me enforcar.
– Mas se o enforcarmos por mentir, faremos com que aquilo que disse seja verdade!
– Isso mesmo – respondeu o Mestre, sentindo-se vitorioso.
– Agora vocês já sabem o que é a verdade.

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– As leis não fazem com que as pessoas fiquem melhores – disse o Mestre ao rei. Elas precisam, antes, praticar certas coisas de maneira a entrar em sintonia com a verdade interior, que se assemelha apenas levemente à verdade aparente.
O rei, no entanto, decidiu que ele poderia, sim, fazer com que as pessoas observassem a verdade.
O acesso à sua cidade dava-se por meio de uma ponte. Sobre ela, o rei ordenou que fosse construída uma forca.
Quando os portões foram abertos, na alvorada do dia seguinte, o chefe da guarda estava a postos diante de um pelotão para testar todos os que por ali passassem. Um edital fora imediatamente publicado: “Todos serão interrogados. Aquele que falar a verdade terá seu ingresso na cidade permitido. Caso minta, será enforcado.”
O Mestre, na ponte, entre alguns populares, deu um passo à frente e começou a cruzá-la.
– Onde o senhor pensa que vai? – perguntou o chefe da guarda.
– Estou a caminho da forca – respondeu o Mestre, calmamente.
– Não acredito no que está dizendo!
-Muito bem, se eu estiver mentindo, pode me enforcar.
– Mas se o enforcarmos por mentir, faremos com que aquilo que disse seja verdade!
– Isso mesmo – respondeu o Mestre, sentindo-se vitorioso.
– Agora vocês já sabem o que é a verdade.