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Meditação no Trabalho

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Fernanda Galvão – Isto É Dinheiro

A técnica oriental entra nos escritórios brasileiros como recurso para acalmar os executivos durante as negociações.

As reuniões de avaliação de metas da Vicari, fábrica de embalagens na capital paulista, costumam ser momentos quentes para a família controladora – funcionam como os tradicionais almoços de gente de sangue italiano. Começam bem, animadas, e muitas vezes se transformam em brigas entre os parentes. Há pouco tempo, no entanto, a presidente, Clélia Vicari, resolveu se preparar para elas com meditação. É o antídoto contra o jeitão mercurial da turma. “Temos temperamento forte”, reconhece a executiva. “Mas, desde que aprendi a meditar, fiquei mais ponderada, e isso tem ajudado muito.” Clélia é adepta da prática oriental há quatro anos.

É um comportamento que, aos poucos, torna-se tendência nos escritórios americanos e europeus. Agora, desembarca também no Brasil. Em busca da tranqüilidade, e de decisões sensatas, muitos executivos têm recorrido à meditação. Alguns recebem aulas com instruções básicas no próprio escritório, numa espécie de sessão personalizada, ou então em rápidas escapadas a clínicas especializadas. É o “personal zen”. Empresas de porte como a Suzano Papel e Celulose e o laboratório Boeringher, em São Paulo, já aderiram à onda.

O tratamento sob medida tem atraído clientes. “Os executivos são pessoas com pouco tempo disponível”, diz o médico Norvan Martino Leite, da clínica Com-Ciência (www.clinicacomciencia.com.br), de São Paulo, especializada em palestras e sessões nas companhias.

“Não se pode exigir demais desses pacientes”, resume. “Estão no auge da carreira e não podem mudar de vida de uma hora para outra.” Foi o caso de Eduardo Preto, gerente da consultoria imobiliária Cushman & Wakefield. Há quatro anos, ele passou por um colapso nervoso por conta de problemas no trabalho. “Estava deprimido”, diz. Por sugestão da mulher, decidiu fazer uma viagem de relaxamento com outros executivos durante um fim de semana. Depois da experiência, a travessia da meditação à acupuntura foi rápida. Hoje, ele recorre às agulhas uma vez por mês. “A ansiedade não me atrapalha como antes”, diz.

O cuidado com o aspecto emocional dos profissionais tornou-se prática recomendada de recursos humanos. Já não há como dispensá-la do cotidiano nos escritórios. “As empresas já sabem que o desempenho dos funcionários depende de sua capacidade para resolver conflitos”, diz João Andrada, médico do Rio de Janeiro que também ensina meditação nas empresas. A novidade, no entanto, ainda esbarra num entrave para se popularizar: a associação equivocada com religiosidade.

A executiva Cristina Moreno, de 55 anos, gerente de projetos especiais da Suzano, sentia fortes enxaquecas, que não melhoravam com medicamentos.

Mas era reticente quanto ao método oriental. “Era agitada e ansiosa, mas também muito cética”, diz. “Só decidi meditar quando percebi que não havia caráter religioso.” Até mesmo em territórios atavicamente opostos à calma e contemplação, o cruzar de pernas e o silêncio ganham espaço. No final do ano passado, o vereador Francisco Chagas organizou uma sessão especial de meditação na Câmara de Vereadores de São Paulo. O evento foi um sucesso. Cerca de 200 pessoas, entre políticos e funcionários, participaram da aula. “Controlar a ansiedade é o desafio da vida moderna” diz o vereador. “A meditação é um tratamento barato e sem contra-indicações.”

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Fernanda Galvão – Isto É Dinheiro

A técnica oriental entra nos escritórios brasileiros como recurso para acalmar os executivos durante as negociações.

As reuniões de avaliação de metas da Vicari, fábrica de embalagens na capital paulista, costumam ser momentos quentes para a família controladora – funcionam como os tradicionais almoços de gente de sangue italiano. Começam bem, animadas, e muitas vezes se transformam em brigas entre os parentes. Há pouco tempo, no entanto, a presidente, Clélia Vicari, resolveu se preparar para elas com meditação. É o antídoto contra o jeitão mercurial da turma. “Temos temperamento forte”, reconhece a executiva. “Mas, desde que aprendi a meditar, fiquei mais ponderada, e isso tem ajudado muito.” Clélia é adepta da prática oriental há quatro anos.

É um comportamento que, aos poucos, torna-se tendência nos escritórios americanos e europeus. Agora, desembarca também no Brasil. Em busca da tranqüilidade, e de decisões sensatas, muitos executivos têm recorrido à meditação. Alguns recebem aulas com instruções básicas no próprio escritório, numa espécie de sessão personalizada, ou então em rápidas escapadas a clínicas especializadas. É o “personal zen”. Empresas de porte como a Suzano Papel e Celulose e o laboratório Boeringher, em São Paulo, já aderiram à onda.

O tratamento sob medida tem atraído clientes. “Os executivos são pessoas com pouco tempo disponível”, diz o médico Norvan Martino Leite, da clínica Com-Ciência (www.clinicacomciencia.com.br), de São Paulo, especializada em palestras e sessões nas companhias.

“Não se pode exigir demais desses pacientes”, resume. “Estão no auge da carreira e não podem mudar de vida de uma hora para outra.” Foi o caso de Eduardo Preto, gerente da consultoria imobiliária Cushman & Wakefield. Há quatro anos, ele passou por um colapso nervoso por conta de problemas no trabalho. “Estava deprimido”, diz. Por sugestão da mulher, decidiu fazer uma viagem de relaxamento com outros executivos durante um fim de semana. Depois da experiência, a travessia da meditação à acupuntura foi rápida. Hoje, ele recorre às agulhas uma vez por mês. “A ansiedade não me atrapalha como antes”, diz.

O cuidado com o aspecto emocional dos profissionais tornou-se prática recomendada de recursos humanos. Já não há como dispensá-la do cotidiano nos escritórios. “As empresas já sabem que o desempenho dos funcionários depende de sua capacidade para resolver conflitos”, diz João Andrada, médico do Rio de Janeiro que também ensina meditação nas empresas. A novidade, no entanto, ainda esbarra num entrave para se popularizar: a associação equivocada com religiosidade.

A executiva Cristina Moreno, de 55 anos, gerente de projetos especiais da Suzano, sentia fortes enxaquecas, que não melhoravam com medicamentos.

Mas era reticente quanto ao método oriental. “Era agitada e ansiosa, mas também muito cética”, diz. “Só decidi meditar quando percebi que não havia caráter religioso.” Até mesmo em territórios atavicamente opostos à calma e contemplação, o cruzar de pernas e o silêncio ganham espaço. No final do ano passado, o vereador Francisco Chagas organizou uma sessão especial de meditação na Câmara de Vereadores de São Paulo. O evento foi um sucesso. Cerca de 200 pessoas, entre políticos e funcionários, participaram da aula. “Controlar a ansiedade é o desafio da vida moderna” diz o vereador. “A meditação é um tratamento barato e sem contra-indicações.”