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O diamante azul

O jovem monge procura por todo o Tibet uma estátua do Buda que, sendo oca, abriga dentro um diamante azul. Menos por seu valor comercial do que, claro, pelo que possa representar de inédita e absoluta descoberta mística, o jovem monge decide se dedicar a esta busca quase como um projeto de vida.
Guarda consigo a certeza de que, encontrando o diamante azul no interior do Buda, terá encontrado junto a resposta a todas as suas indagações, a serenidade no fundo do poço de toda angústia, um sol que seja na furiosa tormenta.
Muitos anos se passam até o dia em que o jovem monge, não mais tão jovem assim, topa com o velhíssimo Ling, poeta viageiro, Mestre zen, que, por sua vez, também procura o Buda oco com o diamante azul.
– Há quanto tempo o jovem procura pela “resposta”?
– Há uns vinte anos, se não erro o tempo das nevascas quando não sabemos se dia ou noite e nos enganamos na contagem das horas.
– Pois eu, meu filho, procuro o Buda oco com o diamante azul há mais de meio século evitando sempre as montanhas geladas de nosso país, pois poderia perder nelas a contagem das horas…
– E o que tem isso com encontrar ou não encontrar o Buda? – pergunta o discípulo.
– Tem que o Buda oco com o diamante azul só se revelará a quem o busca, de modo surpreso e repentino – responde o Mestre.
– Então, nesse caso, melhor esquecer as horas…
– Não, meu jovem, não. Quem esquece as horas, e não sabe se dia ou noite, nunca será surpreendido…
– Não entendo. Não é justamente o contrário?
– A surpresa é irmã siamesa da rotina. Sem a viagem comum dos dias, nunca, jamais surgira o de repente, o súbito e o inaudito. Só quem se dedica a viver o prosaico estará sempre descobrindo o sublime.
– E então por que o Mestre não encontrou, até agora, o Buda oco com o diamante azul?
– Ora, ora, meu jovem… Então você não sabe que o Buda oco com o diamante azul nunca existiu?

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Rua Artur Frazão, 66 - Jardins - São Paulo/SP

O jovem monge procura por todo o Tibet uma estátua do Buda que, sendo oca, abriga dentro um diamante azul. Menos por seu valor comercial do que, claro, pelo que possa representar de inédita e absoluta descoberta mística, o jovem monge decide se dedicar a esta busca quase como um projeto de vida.
Guarda consigo a certeza de que, encontrando o diamante azul no interior do Buda, terá encontrado junto a resposta a todas as suas indagações, a serenidade no fundo do poço de toda angústia, um sol que seja na furiosa tormenta.
Muitos anos se passam até o dia em que o jovem monge, não mais tão jovem assim, topa com o velhíssimo Ling, poeta viageiro, Mestre zen, que, por sua vez, também procura o Buda oco com o diamante azul.
– Há quanto tempo o jovem procura pela “resposta”?
– Há uns vinte anos, se não erro o tempo das nevascas quando não sabemos se dia ou noite e nos enganamos na contagem das horas.
– Pois eu, meu filho, procuro o Buda oco com o diamante azul há mais de meio século evitando sempre as montanhas geladas de nosso país, pois poderia perder nelas a contagem das horas…
– E o que tem isso com encontrar ou não encontrar o Buda? – pergunta o discípulo.
– Tem que o Buda oco com o diamante azul só se revelará a quem o busca, de modo surpreso e repentino – responde o Mestre.
– Então, nesse caso, melhor esquecer as horas…
– Não, meu jovem, não. Quem esquece as horas, e não sabe se dia ou noite, nunca será surpreendido…
– Não entendo. Não é justamente o contrário?
– A surpresa é irmã siamesa da rotina. Sem a viagem comum dos dias, nunca, jamais surgira o de repente, o súbito e o inaudito. Só quem se dedica a viver o prosaico estará sempre descobrindo o sublime.
– E então por que o Mestre não encontrou, até agora, o Buda oco com o diamante azul?
– Ora, ora, meu jovem… Então você não sabe que o Buda oco com o diamante azul nunca existiu?