O Portal sem Portões – Introdução

O Zen não possui portões. O propósito das palavras do Buda é iluminar os demais. Portanto, o Zen deveria ser sem portões.
Ora, como se atravessa esse portal sem portões? Uns dizem que:
– o que quer que entre por um portal não é o tesouro da família,
– o que quer que seja produzido pela ajuda de outro provavelmente se dissolve e perece.
Mesmo que essas palavras sejam como elevar ondas num mar sem vento ou realizar uma operação em um corpo saudável.
Se alguém se apega ao que os outros disseram e tenta compreender o Zen através da explicação, é como um idiota que pensa que pode bater na lua com um porrete ou coçar um pé sem tirá-lo do sapato.

Será impossível, afinal.

“No ano de 1228 eu estava dando palestras a monges no templo Ryusho, no leste da China, e por solicitação deles, contei novamente velhos Koans, me esforçando para inspirar seu espírito Zen.
Pretendia utilizar os Koans como um homem que pega um pedaço de tijolo para bater num portão e, depois que o portão é aberto o tijolo é inútil e é jogado fora.
Minhas notas, entretanto, foram inesperadamente reunidas, e havia quarenta oito Koans, junto com meu comentário em prosa e verso referente a cada um deles, embora seu arranjo não estivesse na ordem narrativa.
Chamei o livro de O Portal Sem Portões, desejando que os estudantes o lessem como um guia.
Se um leitor é suficientemente corajoso e prossegue sempre em frente em sua meditação, nenhuma ilusão pode perturbá-lo. Ele alcançará a iluminação tanto quanto os patriarcas na Índia e na China, provavelmente até mesmo mais do que eles. Ma se ele hesitar por um momento, ele é como uma pessoa observando de uma pequena janela um cavaleiro passar e, num piscar de olhos, ele deixa de ver a cena.

“A grande senda não possui portões,
Milhares de estradas entram nela.
Quando alguém atravessa o portal sem portões
Caminha livremente entre o céu e a terra.”

Ekai / Momumon

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O Zen não possui portões. O propósito das palavras do Buda é iluminar os demais. Portanto, o Zen deveria ser sem portões.
Ora, como se atravessa esse portal sem portões? Uns dizem que:
– o que quer que entre por um portal não é o tesouro da família,
– o que quer que seja produzido pela ajuda de outro provavelmente se dissolve e perece.
Mesmo que essas palavras sejam como elevar ondas num mar sem vento ou realizar uma operação em um corpo saudável.
Se alguém se apega ao que os outros disseram e tenta compreender o Zen através da explicação, é como um idiota que pensa que pode bater na lua com um porrete ou coçar um pé sem tirá-lo do sapato.

Será impossível, afinal.

“No ano de 1228 eu estava dando palestras a monges no templo Ryusho, no leste da China, e por solicitação deles, contei novamente velhos Koans, me esforçando para inspirar seu espírito Zen.
Pretendia utilizar os Koans como um homem que pega um pedaço de tijolo para bater num portão e, depois que o portão é aberto o tijolo é inútil e é jogado fora.
Minhas notas, entretanto, foram inesperadamente reunidas, e havia quarenta oito Koans, junto com meu comentário em prosa e verso referente a cada um deles, embora seu arranjo não estivesse na ordem narrativa.
Chamei o livro de O Portal Sem Portões, desejando que os estudantes o lessem como um guia.
Se um leitor é suficientemente corajoso e prossegue sempre em frente em sua meditação, nenhuma ilusão pode perturbá-lo. Ele alcançará a iluminação tanto quanto os patriarcas na Índia e na China, provavelmente até mesmo mais do que eles. Ma se ele hesitar por um momento, ele é como uma pessoa observando de uma pequena janela um cavaleiro passar e, num piscar de olhos, ele deixa de ver a cena.

“A grande senda não possui portões,
Milhares de estradas entram nela.
Quando alguém atravessa o portal sem portões
Caminha livremente entre o céu e a terra.”

Ekai / Momumon