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Rímel

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Rímeis são cosméticos para os cílios. Os rímeis são destinados a colorir, camuflar, alongar e engrossar os cílios, os quais representam a moldura dos olhos. Eles devem ser cuidadosamente formulados a fim de permitir uma aplicação fácil sem provocar manchas, irritação e toxidade.

A maioria dos rímeis modernos é formulada na forma de um líquido dentro de um tubo com uma esponja aplicadora com múltiplos tufos. O aplicador é inserido dentro do tubo antes do uso, permitindo muitas oportunidades de se inocular bactérias dentro do cosmético. A infecção bacteriana mais perigosa é a infecção da córnea causada pela Pseudomonas aeruginosa, que pode diminuir a acuidade visual permanentemente. Outras bactérias e fungos podem se proliferar e contaminar os rímeis. As infecções são mais comuns se o globo for traumatizado com o pincel infectado do rímel. Embora o rímel contenha agentes antibacterianos, ainda é aconselhável descartar seu tubo após três meses e não permitir que pessoas diferentes o usem.

Os rímeis estão disponíveis à base de água, em bases solúveis, e na forma de um híbrido água/solvente. Os rímeis à base de água são facilmente removidos com água e menos comumente causam irritação na área dos olhos, porém a presença de água na composição promove um meio propício ao crescimento bacteriano. Os rímeis à base de solventes são produzidos sem água, devem ser removidos com um limpador especial e são mais irritativos; entretanto, eles promovem menos comumente o crescimento bacteriano. Os rímeis híbridos, à base de água e solvente, estão destinados a permitir uma resistência à água com os benefícios de ambos.

Rimel-tabela

Um outro efeito adverso com o uso dos rímeis é a pigmentação da conjuntiva, resultante da lavagem do rímel dentro do saco conjuntival pelo líquido lacrimal. Este material de partículas coloridas pode ser observado na margem superior da conjuntiva tarsal. Infelizmente, não há tratamento para esta condição, em geral assintomática.


Por: Dra. Amanda Camargo Leite – CRM 118761
Pós Graduada em Dermatologia

 
 
Bologna J, Jorizzo J, Rapini RP. Dermatologia. 2nd ed. London: Mosby, 2011.

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Rímeis são cosméticos para os cílios. Os rímeis são destinados a colorir, camuflar, alongar e engrossar os cílios, os quais representam a moldura dos olhos. Eles devem ser cuidadosamente formulados a fim de permitir uma aplicação fácil sem provocar manchas, irritação e toxidade.

A maioria dos rímeis modernos é formulada na forma de um líquido dentro de um tubo com uma esponja aplicadora com múltiplos tufos. O aplicador é inserido dentro do tubo antes do uso, permitindo muitas oportunidades de se inocular bactérias dentro do cosmético. A infecção bacteriana mais perigosa é a infecção da córnea causada pela Pseudomonas aeruginosa, que pode diminuir a acuidade visual permanentemente. Outras bactérias e fungos podem se proliferar e contaminar os rímeis. As infecções são mais comuns se o globo for traumatizado com o pincel infectado do rímel. Embora o rímel contenha agentes antibacterianos, ainda é aconselhável descartar seu tubo após três meses e não permitir que pessoas diferentes o usem.

Os rímeis estão disponíveis à base de água, em bases solúveis, e na forma de um híbrido água/solvente. Os rímeis à base de água são facilmente removidos com água e menos comumente causam irritação na área dos olhos, porém a presença de água na composição promove um meio propício ao crescimento bacteriano. Os rímeis à base de solventes são produzidos sem água, devem ser removidos com um limpador especial e são mais irritativos; entretanto, eles promovem menos comumente o crescimento bacteriano. Os rímeis híbridos, à base de água e solvente, estão destinados a permitir uma resistência à água com os benefícios de ambos.

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Um outro efeito adverso com o uso dos rímeis é a pigmentação da conjuntiva, resultante da lavagem do rímel dentro do saco conjuntival pelo líquido lacrimal. Este material de partículas coloridas pode ser observado na margem superior da conjuntiva tarsal. Infelizmente, não há tratamento para esta condição, em geral assintomática.


Por: Dra. Amanda Camargo Leite – CRM 118761
Pós Graduada em Dermatologia

 
 
Bologna J, Jorizzo J, Rapini RP. Dermatologia. 2nd ed. London: Mosby, 2011.